Claro que muitos deles estão nas minhas preferências, e é claro que há muitos que me tocaram profundamente e estão ausentes da lista, mas não posso deixar escapar a oportunidade de, partindo dos 50 autores mencionados, enumerar os livros que li deles, pelo menos os que me marcaram de forma positiva e permanente, de tal forma que ainda hoje me recordo perfeitamente das sensações que me proporcionaram. é por isso que lemos, não é? para termos sensações?
ok, não especialmente ordenados, nem classificados, estes são alguns dos livros que recomendo da lista bem construída (com pequeno texto sobre vida e obra dos escritores - vale a pena dar uma olhada, pode ser que nos desperte uma súbita curiosidade sobre algum nome até então vagamente familiar) que encontrei aqui.
Ernest Hemingway - o velho e o mar
Gabriel Garcia Marquez - ninguém escreve ao coronel
Carl Sagan - contacto
Fernando Pessoa - ... o que dizer, tudo o que ele escreveu?
Franz Kafka - a metamorfose - o processo - américa - o castelo - carta ao pai
Herman Hesse - siddartha
William Faulkner - o som e a fúria - luz em agosto
Jorge Luís Borges - ficções
Jean Paul Sartre - náusea
Vladimir Nabokov - lolita
F. Scott Fitzgerald - o grande gatsby
Umberto Eco - o nome da rosa
J. D. Salinger - à espera no centeio
****************************************************
Esta lista de livros parece-me tão incompleta, mas a sua brevidade agrada-me. talvez em futuros "postes" me apeteça fazer a Minha lista dos autores que mais me influenciaram. em honra de pessoas geniais como Paul Auster, Ian McEwan ou Flannery O'Connor. especialmente Flannery O'Connor que os outros dois ainda estão bem vivos ao ponto de me poderem desiludir no futuro (embora o passado já lhes tenha assegurado um lugar na minha lista de influências mais indesmentíveis).
so it goes, como diz outro incompreensivelmente excluído (Kurt Vonnegut Jr.)
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50 autores influentes do século XX - versão subjectiva da revista LER
produto da mente perturbada de
Clay Datsusara
- captains's log - data astral
4/10/2010 08:02:00 p.m.
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Kafka à Beira Mar

Logo pelo título, Haruki Murakami nos remete para o seu mundo fantástico de intertextualidades e simbolismos. Os significados múltiplos que podemos retirar das intrincadas relações entre as personagens e as dimensões paralelas onde se movem, são imagem de marca deste autor japonês pouco ortodoxo que anda a deixar muita gente colada.
O protagonista Kafka, de 15 anos, rouba o seu nome ao autor de O Castelo, e tem um alter ego chamado Rapaz-Corvo, que o incita a fugir de casa e do seu pai. Curiosamente, kafka significa corvo. Kafka vai encontrar um estranho amor numa província distante, percorrendo um caminho repleto de personagens enigmáticas. Kafka parece viver entre a descoberta da sexualidade da adolescencia e o mundo do sonho e do amor platónico.
O outro protagonista chama-se Nakata, um velho, e também vai ser atraído à mesma província distante, encontrando pelo caminho personagens ainda mais fantásticas e icónicas da cultura de massas ocidental, absorvidas sofregamente pela juventude nipónica. Os principais atributos de Nakata são falar com gatos e fazer chover estranhos objectos do céu. O seu inexplicável instinto vai resolver as linhas soltas de um enredo surpreendentemente apaixonante.
produto da mente perturbada de
Clay Datsusara
- captains's log - data astral
4/19/2009 02:54:00 p.m.
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