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50 autores influentes do século XX - versão subjectiva da revista LER

Claro que muitos deles estão nas minhas preferências, e é claro que há muitos que me tocaram profundamente e estão ausentes da lista, mas não posso deixar escapar a oportunidade de, partindo dos 50 autores mencionados, enumerar os livros que li deles, pelo menos os que me marcaram de forma positiva e permanente, de tal forma que ainda hoje me recordo perfeitamente das sensações que me proporcionaram. é por isso que lemos, não é? para termos sensações?

ok, não especialmente ordenados, nem classificados, estes são alguns dos livros que recomendo da lista bem construída (com pequeno texto sobre vida e obra dos escritores - vale a pena dar uma olhada, pode ser que nos desperte uma súbita curiosidade sobre algum nome até então vagamente familiar) que encontrei aqui.

Ernest Hemingway - o velho e o mar

Gabriel Garcia Marquez - ninguém escreve ao coronel

Carl Sagan - contacto

Fernando Pessoa - ... o que dizer, tudo o que ele escreveu?

Franz Kafka - a metamorfose - o processo - américa - o castelo - carta ao pai

Herman Hesse - siddartha

William Faulkner - o som e a fúria - luz em agosto

Jorge Luís Borges - ficções

Jean Paul Sartre - náusea

Vladimir Nabokov - lolita

F. Scott Fitzgerald - o grande gatsby

Umberto Eco - o nome da rosa

J. D. Salinger - à espera no centeio

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Esta lista de livros parece-me tão incompleta, mas a sua brevidade agrada-me. talvez em futuros "postes" me apeteça fazer a Minha lista dos autores que mais me influenciaram. em honra de pessoas geniais como Paul Auster, Ian McEwan ou Flannery O'Connor. especialmente Flannery O'Connor que os outros dois ainda estão bem vivos ao ponto de me poderem desiludir no futuro (embora o passado já lhes tenha assegurado um lugar na minha lista de influências mais indesmentíveis).

so it goes, como diz outro incompreensivelmente excluído (Kurt Vonnegut Jr.)

Kafka à Beira Mar


Logo pelo título, Haruki Murakami nos remete para o seu mundo fantástico de intertextualidades e simbolismos. Os significados múltiplos que podemos retirar das intrincadas relações entre as personagens e as dimensões paralelas onde se movem, são imagem de marca deste autor japonês pouco ortodoxo que anda a deixar muita gente colada.


O protagonista Kafka, de 15 anos, rouba o seu nome ao autor de O Castelo, e tem um alter ego chamado Rapaz-Corvo, que o incita a fugir de casa e do seu pai. Curiosamente, kafka significa corvo. Kafka vai encontrar um estranho amor numa província distante, percorrendo um caminho repleto de personagens enigmáticas. Kafka parece viver entre a descoberta da sexualidade da adolescencia e o mundo do sonho e do amor platónico.


O outro protagonista chama-se Nakata, um velho, e também vai ser atraído à mesma província distante, encontrando pelo caminho personagens ainda mais fantásticas e icónicas da cultura de massas ocidental, absorvidas sofregamente pela juventude nipónica. Os principais atributos de Nakata são falar com gatos e fazer chover estranhos objectos do céu. O seu inexplicável instinto vai resolver as linhas soltas de um enredo surpreendentemente apaixonante.