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Goodreads

a minha mais recente aproximação a uma rede social chama-se goodreads.com e, essencialmente, permite-nos trocar recomendações de livros com outros users. a internet 2.0 é isto: somos uns pequenos críticos com a febre do rating.
confesso que o site ganhou-me pelo seu interface fácil e intuitivo. User-friendly q.b., tem também o apelo da imagem, pela forma das coloridas miniaturas das capas dos livros. Um site essencial para quem tem a paixão dos livros.



www.goodreads.com

quase nas livrarias!

a colectânea de contos "sonhando o que te contarei mais tarde" está brevemente nas livrarias leitura. também me podem pedir directamente (15 euros)! obrigado!

Jonathan Safran Foer


Hoje queria escrever qualquer coisa sobre livros que tenho andado a ler, mas não me lembro do nome de um em particular, de Jonathan Safran Foer, esse geniozinho petulantemente precoce da literatura americana, atacado invejosamente por uns, defendido corajosamente por outros, todos grandes nomes da literatura mundial, senão mesmo norte-americana, desde Rushdie a McInerney.


Bem, o livro chama-se na verdade Extrememente Alto, Incrivelmente Perto (li a versão portuguesa, depois de inicialmente ter lido os primeiros capítulos nessa pequena descoberta que foi o The Unabridged Pocketbook of Lightning) Devo dizer que prefiro ler sempre a versão inglesa, original, por causa daquelas subtilezas próprias da língua totalmente intraduzíveis...


Anyway, a história é muito boa, as técnicas narrativas surpreendentes, o tema forte, a leitura quase compulsiva. Quase porque dá a sensação de já ter visto o filme em qualquer lado, mas não são todos os livros assim? Uma das maiores críticas que os mais acérrimos ofensores de Safran Foer puseram no papel virtual dos blogs que consultei sobre ele foi precisamente essa sensação de copy-paste. Devo dizer que tentei não me influenciar pelos comentários negativos, crendo fielmente como creio que é impossível criar a partir do nada. Ergo, nada pode ser completamente original. Devo dizer que reconheci influências de Auster, Salinger, Murakami e Vonnegut, tanto em termos de temáticas como de modos narrativos.


O Enredo, o que realmente interessa, centra-se em Oskar Schell, no seu pai falecido no ataque às torres gémeas e nos seus avós sobreviventes do holocausto. Muita matéria pesada para explorar e conferir um dramatismo pungente ao livro, repleto de imagens sugestivas, à laia de ilustrações, acabando numa sucessão de fotos de uma pessoa a cair no vazio de uma torre...


Leitura obrigatória para quem quer saber alguma coisa sobre alguma coisa (incluindo história dos séculos XX e XXI, literatura pós-moderna e outras trivialidades que o pequeno Oskar não se cansa de debitar devido à sua propensão para pesquisas na internet).


Estocolmo


Serve a presente para informar que o conto denominado Estocolmo, deste vosso signatário, foi publicado na colectânea Jovens Escritores 2008 (IPJ - CPAI), à venda em apenas 2 locais, na livraria Bucholz do Chiado e no Clube Português de Artes e Ideias, ambos no Largo Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa.


Da colectânea, que já li, destaco também o conto "A mulher do Henrique acorda-o às oito e um quarto", de Frederico da Costa.

Paul Auster


de Paul Auster há uns quantos livros que já li e recomendo. Se o nome lhe é desconhecido, fique sabendo que o tipo é de Nova Iorque, e escreve abundantemente com a cidade como pano de fundo. Considero-o um narrador acima da média, cheio de imaginação e simbologias interessantes. Destaco, assim de repente: O Palácio da Lua, Música do Acaso, Book of Illusions, Brooklyn Follies, Trilogia de Nova Iorque, O Livro Vermelho, Viagens no Scriptorium, Mr. Vertigo e A Noite do Oráculo. Li estes e mais algum que me deve escapar agora. Precisava de um blog inteiro para dedicar à sua obra e às personagens inesquecíveis que persistem na nossa memória ao fim de tanto tempo. Por que é que me lembro de nomes como Sidney Orr, Lester C. Moore, Hector Mann, Marco Fogg ou David Zimmer? Porque deixaram qualquer coisa dentro de mim que dificilmente se extinguirá, um certo reconhecimento e identificação? Um espelho do mundo ou da humanidade?

De todos os livros, para iniciar, proponho Palácio Da Lua ou Música do Acaso, disponíveis certamente numa biblioteca perto de si, ou no Bookmooch, ou, se tiver que ser e a carteira assim o permitir, numa livraria. Os dois romances mostram-nos personagens que decidem, por motivos diversos e estranhos, disponibilizar o rumo de suas vidas ao maior e completo acaso, perdendo tudo o que é bem material, para encontrarem, inadvertidamente, algo de profundamente humano que é saber a verdadeira razão da existência. Talvez a tenham encontrado, talvez não, mas nós, os leitores, de certeza que encontramos motivos para sorrir finda a leitura dos ditosos livros.

bookmooch

para quem acha que a pirataria é uma coisa útil ao espírito, senão mesmo à carteira.

para quem gosta de ler e quer ter acesso a livros que de outra forma nunca encontraria.

para quem acha que 15 euros por um livro é um abuso.

para quem tem uma estante cheia de livros a apanhar pó que nunca mais vai ler na vida.

para quem se interessa.

para quem usa a internet de uma forma verdadeiramente pragmática e não apenas para conhecer gajas no hi5.

www.bookmooch.com é a solução, o melhor sítio de troca de livros na net

Livro

Um Blogue sobre livros. Coisas com folhas e letras, que servem para ler, para entreter, acima de tudo.

Não é um blogue sobre literatura, nem para literatos. Um Blog para ler sobre o que ler. Porque há coisas que se querem ler, porque valem a pena, porque não são um completo monte de merda.

Um blogue sobre livros de Auster ou Murakami. Um blog sobre mim. Sobre o que escreve e porque escrevo. E sobre aquilo que leio enquanto escrevo, ou seja, aquilo que plagio...